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As mulheres resistem! Desafios para o feminismo em tempos de ofensiva conservadora – Jornal da MMM

20/10/2016 por

Está disponível para download o jornal da Marcha Mundial das Mulheres sobre a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo.

Para baixar a versão em português, clique aqui. Para baixar a versão em espanhol, clique aqui.

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INTRODUÇÃO

O conservadorismo que ataca os corpos, os desejos e a vida das mulheres é um dos aliados mais estratégicos do capitalismo neoliberal.

Há pouco mais de 10 anos, a larga luta dos povos contra a ALCA e o livre comércio confrontou o neoliberalismo, e isso foi fundamental para os avanços na conquista de direitos e para as melhorias nas condições de vida da população. Houve um processo de retomada do papel do Estado na orientação da economia em diversos países, e com isso também se deram disputas sobre os sentidos públicos do Estado. Foram colocados em marcha processos de integração regional e de busca de soberania da América Latina.

Na Marcha Mundial das Mulheres, atuamos reconhecendo os avanços nos países governados por projetos progressistas e transformadores, mas também denunciamos as contradições e muitas vezes os retrocessos que vivemos. Por exemplo, a dificuldade de enfrentar o conservadorismo e avançar na legalização do aborto, ou a conciliação com os interesses de empresas transnacionais do extrativismo e do agronegócio.

Hoje nós mulheres resistimos, nas ruas, à ofensiva conservadora que ganha força na maioria dos nossos países. Diferente dos anos 1990, o neoliberalismo não tem hegemonia e precisa atacar a democracia para implementar a sua agenda. Isso ficou evidente no Brasil. O golpe colocou em marcha uma agenda de privatizações, de retomada de negociações de livre comércio, de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e de mais ajustes que desmontam a garantia de direitos e os serviços públicos. Enfrentamos essa nova ofensiva conservadora desde outro patamar de lutas, resistências e de forças organizadas.

Nos anos 2000, mudar o mundo e mudar a vida das mulheres, em um só movimento, foi a visão que orientou nossos posicionamentos e mobilizações. As mulheres colocaram o feminismo no centro das lutas contra o neoliberalismo e o livre comércio: se posicionaram no debate econômico e impulsionaram uma luta articulada contra a mercantilização do corpo e da vida das mulheres. Essa luta se baseou na auto-organização, na retomada da mobilização das ruas, em práticas feministas de ocupação de espaços públicos e nas alianças com outros movimentos sociais.

Toda a luta contra a ALCA, o neoliberalismo e o livre comércio impulsionou a construção de uma força comum, auto-organizada, articulada desde o âmbito local, passando pelo regional e internacional. Essa é uma marca da recomposição de um campo feminista e anticapitalista que segue em ampliação.

Somos feministas, camponesas, sindicalistas, negras, estudantes, lésbicas e diversas mulheres que enfrentamos todos os dias a violência e a dominação do capitalismo patriarcal e racista.

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