Marcha Mundial das Mulheres participa do Dia de 24h de solidariedade feminista internacional às mulheres cubanas
07/04/2026 por @admin
[Texto em construção]
Na tarde desta terça-feira, 7 de abril de 2026, militantes da Marcha Mundial das Mulheres em diversos territórios do Brasil e do mundo atenderam ao chamado do secretariado internacional da MMM para as 24 horas de solidariedade feminista internacional com as mulheres cubanas.
A MMM convocou os movimentos feministas, organizações aliadas de todas as regiões do mundo a se unirem em em solidariedade às mulheres cubanas e à sua resistência revolucionária. Há mais de 60 anos, Cuba resiste ao bloqueio dos EUA e à contínua agressão imperialista. Hoje, essas pressões continuam afetando a vida cotidiana, especialmente para as mulheres, que sustentam as comunidades e a resistência em condições cada vez mais difíceis.
Desde a Escola Latino Americana de Medicina em Cuba, militantes de diversos movimentos populares marcaram a solidariedade feminista com a mensagem de solidariedade:
No Brasil ações simbólicas e de comunicação aconteceram em Alagoas, Brasília, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Em Brasília, Distrito Federal, as mulheres se reuniram em frente à Embaixada de Cuba, entre o meio-dia e a uma da tarde, atendendo ao chamado do Dia de Ação de Solidariedade feminista às mulheres cubanas diante das graves consequências do bloqueio imposto a Cuba pelos EUA e escalada das agressões imperialistas.

O ato contou com a presença de Idalmis, conselheira da Embaixada de Cuba, que participou da manifestação ao lado das companheiras, agradeceu o apoio feminista e compartilhou um pouco da realidade vivida pelas mulheres cubanas hoje: falta de eletricidade, escassez de alimentos e ausência de medicamentos são alguns dos desafios enfrentados diariamente pela população. As participantes apresentaram a Idalmis a ação de 24 horas de solidariedade feminista que a MMM realizou em todo o mundo neste 7 de abril, dia que também trazemos a memória o legado da militante revolucionária Vilma Espín. Idalmis destacou a importância desse tipo de mobilização para dar visibilidade à situação de Cuba, país que, segundo ela, sofre a opressão imperialista, sem que organismos internacionais como a ONU tomem providências concretas. Para a conselheira, são os movimentos sociais que precisam assumir o protagonismo de denunciar essa crise humanitária. A ação reafirmou o compromisso da Marcha Mundial das Mulheres com o povo cubano.
Na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) as companheiras da MMM Alagoas realizaram uma ação de colagem de lambes:
Em Pernambuco, as mulheres também ecoaram suas vozes para denunciar os impactos do bloqueio e do imperialismo estadunidense, e reafirmaram nosso compromisso com a luta internacionalista, fortalecendo a resistência e a união entre mulheres de todo o mundo.
No Rio Grande do Sul, as militantes se juntaram as Amigas da Terra Brasil na colação de lambes no espaço do Coletivo Periferia Feminista do Morro da Cruz, Porto Alegre, território onde têm construído muitas resistências juntas:
Sobre o 7 de abril
A data marca o nascimento de Vilma Espín (07 de abril de 1930, em Santiago de Cuba). Como as militantes de São Paulo compartilharam, ela foi uma das lutadoras mais ativas do período revolucionário. No período pré-revolucionário, Vilma participou do Movimento 26 de julho, que homenageava o assalto ao quartel Moncada, uma investida da guerrilha revolucionária que aconteceu em 26 de julho de 1953, cinco antes do triunfo da Revolução Cubana, e da qual Espín também participou.
Após a revolução, ela assumiu diversos papéis de liderança no Partido Comunista de Cuba, bem como na organização das mulheres. As mulheres cubanas criaram espaços fundamentais para a auto-organização e construção coletiva, como a Federação de Mulheres Cubanas, da qual Espín esteve na liderança desde a criação, em 1963, até sua morte em 2007.
Com as mulheres cubanas, as feministas de todo o mundo aprendem que a luta das mulheres é revolucionária, e que uma transformação radical da organização da sociedade é possível. Vilma Espín foi uma das que diziam que as mulheres são “uma revolução dentro da revolução”, inclusive por serem elas as responsáveis por aprofundar os processos de mudança e combater o patriarcado, inaceitável no socialismo.
Saiba mais sobre a vida e trajetória da militante revolucionária com o texto do Capire:
