As mulheres exigem o fim da violência política!
28/10/2026 por @admin

A vitória e reeleição do presidente Lula representa um marco histórico das lutas populares do Brasil e do mundo, e por isso é urgente mantermos nossa mobilização.
Com nossa organização popular lutamos e fomos capazes de enfrentar nas ruas e redes a violência patriarcal, fascismo, racismo, misoginia, LGBTfobia, fundamentalismo religioso, interferência imperialista, poder das big techs, monopólios e concentração das mídias hegemônicas.
Mas temos um intenso enfrentamento pela frente com resultado das urnas para Senado, Câmara e Assembleias Legislativa e neste exato momento vivemos uma escalada de violência em consequência do período eleitoral.
Desde o primeiro turno, nós mulheres, temos denunciado a escalada da violência ao longo do período eleitoral. Uma amostra concreta de como a autonomia, a conquista de direitos e o avanço da participação política das mulheres ameaçam o projeto político da extrema direita e do fascismo.
Foram muitos os ataques contra candidatas mulheres, Isolda Dantas, Brisa Bracchi, Ana Pimentel, Erika Hilton, Ana Elisa Santos, entre outras companheiras. Ameaças, difamação, ofensas e mentiras são parte da estratégia para intimidar a participação política das mulheres.
E entre o conjunto da população, foram contabilizadas 548 ocorrências pelo Ministério da Justiça, a Polícia Federal registrou 86 casos de possíveis crimes eleitorais. Segundo as organizações Terra de Direitos e Justiça Global foram identificados 134 episódios de violência política durante os 50 dias da campanha do primeiro turno, entre 16 de agosto e 4 de outubro. O número representa uma ocorrência a cada nove horas e supera os 121 episódios identificados no período equivalente das eleições de 2022.
Seis mortes foram registradas em diferentes estados como Elisabete Martins Chaves de 54 anos, atropelada em Vargem Alegre (MG) enquanto aguardava carreata; Marcelo de Oliveira Rocha, 30 anos, vítima de morte encefálica após espancamento em Santos (SP); Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, vítima de atropelamento em Mangueirinha (PR).
Agressões, esfaqueamentos, disparos de arma de fogo e ataques a carreatas em capitais como São Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte também foram registradas.
Povos indígenas do Mato Grosso do Sul têm denunciado ameaças de envenenamento de água em Tacuru e Nioaque, assassinatos em Naviraí e atropelamentos em Coronel Sapucaia; em Roraima, garimpeiros ameaçaram jovens Yanomami; e no Pará, áudios revelaram planos de fazendeiros para invadir o território dos Parakanã.
O governo federal montou uma força-tarefa com os ministérios dos Povos Indígenas, Direitos Humanos e Igualdade Racial para apurar os casos e proteger as comunidades.
É momento de permanecermos atentas e mobilizadas, fortalecendo nossas capacidades de organização, denúncia. Não recuraremos diante de uma conquista histórica para a classe trabalhadora: enfrentamos os poder das big techs, das elites econômicas nacionais e internacionais, do crime organizado, dos fundamentalistas religiosos e da mídia hegemônica.
Denunciamos a criminalização dos movimentos sociais, assassinatos, ameaças e atentados contra as mulheres, povos indígenas, populações negra e periféricas, juventudes, LGBT+s, grupos e pessoas de esquerda: Mulheres, livres, povos soberanos! Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Fontes das informações: Agência Pública, Folha de S. Paulo e Gazeta do Paraná.