Acesse o novo jornal da MMM rumo ao 8 de março 2026: Pela vida das mulheres! Contra o imperialismo, por democracia, soberania e o fim da escala 6×1!

20/02/2026 por

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Por que vamos às ruas no dia 8 de Março de 2026, Dia Internacional de Luta das Mulheres?

O ano de 2026 começou trazendo à tona os enfrentamentos e denúncias que nós mulheres temos articulado. No Brasil e no mundo, estamos na linha de frente contra o avanço do neoliberalismo e do fascismo.

Resistimos às violências direcionadas aos nossos corpos e mentes. Resistimos a um modelo de família patriarcal, racista, heterossexual e cisgênero, que reforça a ideia de que as mulheres devem se subordinar aos homens.

Nos últimos anos, a mobilização das mulheres foi fundamental para enfrentar o bolsonarismo, a direita e extrema direita. Neste ano eleitoral não será diferente. Precisamos de um país cada vez mais justo e solidário, que enfrenta desigualdades.

Nossa organização é fundamental para fazer frente à agenda neoliberal, conservadora e fundamentalista que insiste em beneficiar os mais ricos, enquanto retira nossos direitos e precariza nossas vidas.

Para nós, da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o dia 8 de março é um chamado à organização feminista permanente.

Somos um movimento feminista internacional. Estamos em mais de 60 países, em 5 regiões do mundo. Aqui no Brasil, nos articulamos em 23 estados, com coordenações estaduais, municipais, núcleos e coletivos territoriais.

Acreditamos que a luta feminista se constrói a partir da realidade concreta da vida das mulheres. Nossa estratégia é a auto-organização das mulheres em todos os lugares onde estamos. Construímos um feminismo popular em que todas nós somos parte importante, mulheres trabalhadoras, do campo, da cidade, das águas e florestas. Nossa diversidade nos dá força para ser resistência contra as violências do capitalismo racista e patriarcal.

Queremos construir alternativas populares que coloquem a vida no centro, e não o lucro. Nosso feminismo anuncia que é possível, sim construir outro mundo para além do controle capitalista da natureza. Para isso, precisamos colocar em prática a reforma agrária popular, a demarcação de terras indígenas e territórios tradicionais, e fortalecer as práticas da economia solidária feminista e da agroecologia.

O 8 de março é um dia histórico de luta das mulheres trabalhadoras. Nessa data, relembramos a ação coletiva das mulheres que, em 1917, iniciaram a Revolução Russa lutando contra a fome e a guerra. Naquele momento, as mulheres socialistas já entendiam que é preciso lutar por uma transformação completa do mundo. Já denunciavam que o capitalismo é racista, colonialista e patriarcal e, para se expandir pelos territórios, precisa controlar o corpo, o trabalho e os modos de vida das mulheres e dos povos. A resistência coletiva das mulheres atravessa a história na luta por igualdade.

Queremos mudar o mundo e a vida das mulheres em um só movimento.

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