Convocatória rumo ao 24 de abril: Mulheres em solidariedade a Cuba e Venezuela no Dia de Solidariedade Feminista Internacional Contra o Poder das Transnacionais
16/04/2026 por @admin

Cuba e Venezuela resistem! América Latina e Caribe são territórios de paz!
O dia 24 de abril, Dia de Solidariedade Feminista Internacional Contra o Poder das Transnacionais é uma data do calendário de lutas da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).
É quando, nos articulamos entre as 5 regiões do mundo em que atuamos numa ação global de 24 horas de solidariedade para denunciar a ação e impactos grandes corporações, chamadas de empresas transnacionais na vida dos corpos e territórios das mulheres, povos e comunidades.
Transformamos o 24 de abril em uma data de solidariedade internacional e ação feminista desde 2013 porque marca o dia em que o edifício Rana Plaza, em Bangladesh, desabou, causando a morte de 1138 pessoas. Essas pessoas trabalhavam nas confecções têxteis que ocupavam o prédio. Confecções que pertencem a grandes empresas transnacionais, como a Zara, a GAP e a Walmart. Cerca de 80% das pessoas que morreram eram mulheres.
De lá para cá o avanço da lógica de exploração, mercantilização e violências dessas empresas se agravou ainda mais. Passamos por uma pandemia e seguimos resistindo às ofensivas do imperialismo e sua agenda fascista, neoliberal, conservadora e fundamentalista. As indústrias da guerra e da militarização, do agronegócio e da alimentação, as farmacêuticas, de vestuário e cosméticos, e cada vez mais a indústria das tecnologias chamadas também de Big Techs.
Enraizar o feminismo popular internacionalista
Especialmente na América Latina e no Caribe isso tem se expressado de forma explícita no ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que deixou mais de 40 pessoas mortas e sequestrou o presidente Nicolás Maduro e a deputada Cilia Flores. Contra Cuba, aprofundam o bloqueio econômico que existe desde 1959, ameaçando qualquer nação que envie petróleo para a ilha. Na Palestina as mulheres seguem sendo resistência e linha de frente ao genocídio sistemático que se agravou em outubro de 2023 com o acirramento das investidas de Israel.
Compreendemos que a ofensiva imperialista afeta a nossa vida cotidiana em cada território. É isso que temos visto aqui no Brasil com a precarização do trabalho, maior militarização da vida cotidiana, aumento da violência e de sua naturalização. Como denunciamos em nossa 6ª Ação Internacional ano passado, e reafirmamos recentemente no dia 8 de março e na 1ª Conferência Internacional Antifascista, realizada em março, em Porto Alegre.
É nossa tarefa enraizar o feminismo popular internacionalista, e por isso, fundamental nossa organização feminista para fortalecer a solidariedade entre companheiras afetadas pela crise, entre nós e nos demais lugares do mundo, como é o caso de Cuba e Venezuela.
Cuba vive hoje a situação mais crítica desde o começo da revolução, essas pressões continuam afetando a vida cotidiana, especialmente para as mulheres, que sustentam as comunidades e a resistência em condições cada vez mais difíceis. A defesa de Cuba e o fortalecimento das companheiras cubanas é parte central da nossa agenda hoje, e a solidariedade na prática é estruturante para o nosso feminismo popular.
No último dia 7 de abril de 2026, militantes da Marcha Mundial das Mulheres em diversos territórios do Brasil e do mundo atenderam ao chamado do secretariado internacional da MMM para as 24 horas de solidariedade feminista internacional com as mulheres cubanas.
Além disso, temos companheiras da MMM Brasil compondo as delegações dasbrigadas internacionalistas de mulheres na Venezuela como forma de reafirmar a solidariedade, cooperação e reafirmação dos valores de justiça social, paz e unidade dos povos.
24 horas de Ação Feminista
Para nós, feministas das Américas, Cuba e Venezuela são centrais neste 24 de abril de 2026. Queremos impulsionar construções coletivas internacionalistas nos nossos territórios, em conjunto com agenda e articulação da ALBA Movimentos.
Nos dia 24 de abril, faremos nossas 24 horas de solidariedade feminista, cada local deverá organizar sua atividade entre 12h e 13h, e apresentamos como tarefa fundamental desta articulação nos estados a difusão das campanhas de solidariedade, aliadas às nossas práticas.
A seguir organizamos as informações sobre organização de atividades e as campanhas de arrecadação:
Atividades político culturais para difundir as nossas campanhas de doações e de pressão no governo Lula:
- Organize debates, aulas de salsa, aulas sobre soberania, música, lambes, exibição de filmes e festivais culturais para divulgar
- Crie pontos de coleta e peça doações de antibióticos, analgésicos, antialérgicos, antiinflamatórios, anti-hipertensivos, medicamentos para estômago e para asma.
- Divulgue e arrecadar dinheiro para a campanha de medicamentos (Instituto Cultivar)
- Divulgue e arrecadar dinheiro para a campanha de placas solares (Câmara Comercial Brasil-Cuba)
- Articule e pressione parlamentares federais, estaduais ou municipais para que contribuam com as campanhas de doações e para que assinem a carta que pede ao governo Lula o envio imediato de petróleo a Cuba. (https://docs.google.com/forms/d/1rPYWM-Cgfh4E_xegGbrB4YgoiTmmDr5ViClrqiHZ_io/edit)
Campanhas de arrecadação:
Neste momento, as principais campanhas que estamos contribuindo são de doação de medicamentos e arrecadação financeira para compra de painéis solares, afim de driblar a crise energética que o bloqueio tem imposto.
- Medicamentos:
Duas maneiras são possíveis de se somar a esta campanha: uma é através da contribuição direta via pix para o instituto cultivar. Cada militante que puder contribuir deve enviar para a seguinte chave pix:
CNPJ: 11.586.301/0001-65
E, em seguida, enviar o comprovante para: (11) 98873-1769
A segunda forma é a partir de pontos de coleta:
- Organize pontos de coleta no seu estado e informe para Regina (alba.movimentos.brasil@gmail.com) o endereço, o nome da pessoa responsável e da organização responsável do ponto de coleta (no caso, a Marcha Mundial das Mulheres). Esta pessoa será a referência para organizar a logística posterior de entrega dos medicamentos, que devem chegar em São Paulo até o dia 28/04 para serem enviados a Cuba.
- Colete doações de medicamentos em sua cidade, centro acadêmico, sindicato e bairro. As doações devem ter ao menos 6 meses de validade no momento do envio (que será feito 1 de maio).
- Envie os medicamentos doados para Cuba através dos brigadistas e participantes das atividades do 1º de maio em Cuba. Articular essa logística com Regina (alba.movimentos.brasil@gmail.com) ou Ana Priscila (anapriscilaves@gmail.com / (21) 96563-5979).
- Painéis solares
Esta campanha está sendo articulada pela rede continental latino-americana e caribenha de solidariedade com Cuba. Para contribuir, doar para a seguinte conta:
Banco do Brasil Câmara empresarial Brasil Cuba Dados: Ag: 4770-8Cc: 13844-4Chave pix: 34.131.511/0001-64
Neste momento, é fundamental o engajamento coletivo de solidariedade a Cuba. Assim, orientamos e encorajamos as doações individuais, mas é também de extrema importância que construamos a solidariedade coletivamente. Por isso, organizar ações nos territórios, difundir as iniciativas a partir da construção de cada estado e trazer Cuba e o internacionalismo para o conjunto das nossas análises é essencial, e é também uma tarefa coletiva da Marcha Mundial das Mulheres.
Mulheres livres, povos soberanos!
Marcha Mundial das Mulheres Brasil